5/17/2006

direito de auto-resposta ao post logo a seguir

Compashion must be completed by wisdom.
The two are inseperable.
A compaixão deve ser complecta pela sabedoria.
As duas são inseparáveis.
They co-exist, and without the other neither is possible.
Elas coexistem, e uma sem a outra não é possivel.

5/12/2006

O lixo dos outros

Ontem, ao abandonar a praia, dou com um sujeito
a rasgar em pedaços o que parecia ser uma folha A4,
espalhando depois ao vento as dezenas de papeladas.

Hesitei pouco, antes de me voltar para ele e dizer:

Ó amigo, olhe que a praia é de todos.
- O quê ? ( respondeu-me ele )
É errado o que está a fazer.a sujar a praia.
- Oh pá, já viu o lixo todo que aqui vai ?!
Sim, mas não foi você, ou foi ?
-Não, mas o que é que quer que eu faça ?
Queria que não fizesse isso.
-Mas eu quero fazer ( atirou ele, como uma pedra ).
Está bem. a praia assim fica mais bonita, não é ?
Quero lá saber da praia mais bonita ( arremessou de novo ) .

Como não sou violento, dei o diálogo por terminado e afastei-me.
Afinal, ele queria mesmo fazer aquilo, e defendia isso como um direito.
Hoje ( por coincidência ), lá andava um grupo de jovens
da câmara municipal a limpar esse e outro lixo.
Não só o lixo acidental, feito por humanos, mas também esse outro
feito por energúmenos.
Em nome dos Humanos, agradeci-lhes o seu trabalho.

Living with war


Neil Young também está farto.
Eis o desabafo do seu mais recente
trabalho:


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Alguns gostam de poesia

Alguns-
quer dizer nem todos.
Nem a maioria de todos, mas a minoria.
Excluindo escolas, onde se deve
e os próprios poetas,
serão talvez dois em mil.

Gostam-
mas também se gosta de canja de massa,
gosta-se da lisonja e da cor azul,
gosta-se de um velho cachecol,
gosta-se de levar a sua avante,
gosta-se de fazer festas a um cão.

De poesia-
mas o que é a poesia?
Algumas respostas vagas
já foram dadas,
mas eu não sei e não sei, e a isto me agarro
como a um corrimão providencial.

Wislawa Szymborska ( fim e principio ), 1993

desenho de: Yukari Miyagi

5/02/2006

A mulher é fatalmente sugestiva; vive de uma outra vida além da sua própria; vive espiritualmente nas imaginações que frequenta e fecunda. A woman is fatally sugestive; she lives from another life beyond her own; she lives spiritually in the imaginations she frequents and fertilizes.
Charles Baudelaire